domingo, 2 de junho de 2019

Amor. Amor? Amor...

Outro dia estava dirigindo e começou a tocar a música Without You, da Mariah Carey (clique aqui para ouvir), e mandei para um amigo de longa data com os seguintes dizeres: Música de motel, com casalzinho de namorado de 20 anos que vão transar na sexta-feira à noite depois da faculdade.

Na sequencia ele respondeu que Careless Whisper, do George Michael era música de motel, com streap tease (clique aqui para ouvir). Eu emendei dizendo que Careless Whisper é música de fim de relacionamento sofrido pra chorar no canto do box.  Não de motel (Analise: no clipe o George Michael está namorando uma mocinha recatada e doce, depois ele conhece uma devassa - que parece a Chacha do filme Grease - que usa um maiô branco cavado de anos 80 com cinto preto e transa loucamente com ela. A mocinha doce e recatada descobre e foge amargurada num avião, pra chorar no canto do box do banheiro e deixa o George Michael na sofrência. Careless Whisper é lindamente maravilhosa, diga-se).

Rimos muito, e depois divagamos sobre o tema. No fundo no fundo, as pessoas ficam, namoram e casam só por um motivo: sexo. Amor é uma invenção pra colocar panos quentes nas safadezas alheias. Platão dizia que o amor é uma perigosa doença mental.

E o sexo é um prazer da natureza humana alvo de chacota e zoação nos meios e grupos sociais, cheio de moralismo imposto pela sociedade, sabe-se lá por que. As pessoas ficam e depois namoram. Quando namoram fazem sexo escondido. Depois casam para fazer sexo à vontade. Mas a vida de casado é intensa e cansativa, e não sobra tempo ou vontade para fazer sexo.

Amor. Será que as pessoas se amam verdadeira e profunda e desinteressadamente? ou apenas se amam a si mesmas (assim mesmo, redundante)?

Dos Quatro Amores, há muito tempo desacreditei em Eros.

Adendo final: o George Michael dos anos 80 parece o Carlos Daniel Bracho (Fernando Colunga). 

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