Antigamente eu ficava muito, mas muito ansiosa por eventos como o que eu tive hoje, porque as expectativas que eu criava me faziam pensar que os participantes do encontro viam a minha presença como algo indispensável.
Eu fazia de tudo, tudo mesmo para dar um jeito de estar presente. Reagendava e cancelava compromissos, articulava com todos para que eu não deixasse de comparecer.
Há várias histórias e fatos sobre este convívio, muitos acertos e muitos erros, que hoje em dia vejo como crescimento pessoal (mas só depois de muito choro e ranger de dentes).
Até que um dia, eu decidi não ir. Foi uma luta interna muito grande, pois parte de mim queria ir, queria estar lá, queria ter a oportunidade de estar com aquelas pessoas.
Mas depois disso, tudo ficou ficou mais fácil. Levou algum tempo para que eu percebesse que a melhor coisa que se pode fazer era me afastar para depois voltar.
Hoje quando voltei, uma das amigas comentou que nunca tinha me visto tão bem.
Mas, a verdade de toda essa história é que eu me tornei aquele tipo de pessoa que quando fica em casa quer sair e quando sai quer voltar pra casa.

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